Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020
Política

Soldado Fruet sugere criação do banco de dados da violência doméstica

Publicada em 29/07/20 às 14:32h - 135 visualizações

por Assessoria


Compartilhe
   

Link da Notícia:

 (Foto: Dálie Felberg/ALEP)

Nesta quarta-feira (29), na quinta reunião virtual da Frente Parlamentar do Coronavírus, o deputado estadual Soldado Fruet (PROS) defendeu a criação de um banco de dados integrado com as Polícias Militar e Civil que permita ao Poder Judiciário e aos Conselhos Tutelares monitorarem a violência doméstica no Estado, já que o problema se agravou na pandemia da Covid-19. “Em 80 a 90% dos casos, não é a primeira vez que um casal briga. É normal a polícia ir 10, 15 vezes na mesma casa. Eu, como soldado da PM por 17 anos, cansei de atender ocorrências de violência doméstica na mesma residência e levar preso esse tipo de gente que bate em mulher”, argumentou. 


“A polícia faz o trabalho dela, mas chega a um limite. Leva o agressor para a delegacia, mas se ele vai ficar preso, depende da Justiça. Em muitos locais, não tem como deixar o preso voltar para casa, porque ele bate na mulher e começa tudo de novo”, alegou o Soldado Fruet. Para coibir esse tipo de situação, o deputado considera importante a criação do banco de dados. “Com as informações que a delegacia tem, a Justiça e o Conselho Tutelar podem fazer o monitoramento dessa família. Seria possível realizar um trabalho psicológico e social com a vítima e um trabalho educativo com quem cometeu a violência”, afirmou.  


Segundo o Soldado Fruet, as consequências da pandemia aumentaram muito o número de casos de violência doméstica. “Isso é resultado do isolamento, do desemprego, do álcool e da droga, e a violência estoura em casa, com as mulheres e crianças”, exemplificou. O deputado apontou ainda outras dificuldades para lidar com a questão neste momento. “Devido à pandemia, muitos juízes estão liberando presos para as ruas. Além disso, algumas medidas protetivas, como proibir o agressor de se aproximar do lar, só funcionam no papel. Para muitas mulheres com filhos, a única fonte de renda é o homem. Muitas vezes, ela denuncia o marido e depois acaba retirando a queixa pois o homem volta para casa e a convivência continua”, ponderou. 


PROJETO DE LEI - Também participante da reunião, a deputada Mabel Canto (PSC) propôs o uso de tornozeleira eletrônica para monitorar os casos mais graves de agressores domésticos. Acatando as sugestões de Fruet e Mabel, o presidente da Frente Parlamentar do Coronavírus, deputado Michele Caputo (PSDB), anunciou que o grupo temático encabeçará a proposição de um projeto de lei visando a criação do banco de dados da violência doméstica, condicionando que os agressores reincidentes tenham preferência para usar tornozeleira eletrônica.  




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário


Insira os caracteres no campo abaixo:








Nosso Whatsapp

 (45)99834-0411

Visitas: 1242757
Usuários Online: 138
Copyright (c) 2020 - A Serviço do Povo!