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Soldado Fruet questiona conflito de interesses de novo diretor da Copel

Publicada em 13/09/2021 às 16:42h - 170visualizações

por Assessoria


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 (Foto: Assessoria)

Na sessão plenária desta segunda-feira (13), o deputado estadual Soldado Fruet (PROS) questionou o possível conflito de interesses do novo diretor de Operação e Manutenção da Copel Geração e Transmissão S/A, Carlos Frederico Pontual Moraes, com os negócios da energética. Em reunião no último dia 10 de setembro, o Comitê de Indicação e Avaliação da Copel aprovou o nome dele para o cargo, mas o parlamentar destacou que uma simples consulta revela que Moraes é sócio de 14 empresas no ramo de energia, dentre elas Goyaz Transmissão de Energia, Borborema Transmissão de Energia, São Francisco Transmissão de Energia e Solaris.

“Em caso semelhante, após denúncia do Sindicato dos Engenheiros, o gerente de compliance da empresa disse que um engenheiro sequer poderia prestar serviço ou ser proprietário de qualquer empresa de engenharia com atividades correlatas às executadas pela Copel. Que diremos de ser proprietário de 14 empresas com atividades correlatas?”, indagou o Soldado Fruet. “No meu entendimento, pessoas sócias de empresas do mesmo ramo da Copel não poderiam ser diretores da Copel, pois em um ou outro momento, os interesses serão conflitantes ou interessantes”, disse. Segundo ele, “a Copel é do povo paranaense e não é justo que o povo pague por erros estratégicos ou por pura maldade por parte do Governo, que é o acionista que indica os diretores”. 

O Líder do PROS na Assembleia Legislativa citou ainda que Carlos Frederico é sócio de Marcos Paulo Reis Tanure. “Espero que seja mais uma coincidência de sobrenomes e o senhor Marco Paulo nada tenha a ver com o senhor Nelson Tanure, sócio do fundo Bourdeaux e comprador da Copel Telecom”, comentou, ressaltando que coincidências de sobrenomes também o levaram a pedir informações, há quase um ano, sobre a compra da usina de energia solar Bandeirantes pela Copel, pois o diretor da Copel Geração e Transmissão à época tinha o mesmo sobrenome de um dos sócios da Usina Bandeirantes e, posteriormente, após denúncias, pediu demissão. 

O Soldado Fruet questionou detalhes da compra porque a usina gera menos de um milésimo da produção da Copel e nenhum fato relevante foi divulgado ao mercado. “Ninguém sabe quanto custou aos cofres da Copel, que, no final das contas, é paga por cada cidadão e empresa paranaense”, apontou, lamentando não ter recebido nenhuma resposta da Copel, “o que me leva a crer que as coisas não eram tão transparentes como deveriam ser”. No atual cenário de crise energética, o parlamentar perguntou: “Será que não correríamos menos risco de faltar energia se a Copel passasse a investir melhor? Usinas como a Bandeirantes são bons investimentos para a Copel ou para quem a vendeu?”. 

O deputado estranhou que, informalmente, a diretoria da Copel afirmou ter respondido ao seu questionamento a respeito da compra da Usina Bandeirantes, porém, na Casa Civil, o protocolo foi renumerado e a resposta alterada para informar que a Copel não se sujeita à legislação e não há necessidade de responder a um deputado. “Esconder a resposta foi bem pior do que responder à pergunta, pois a dúvida ficou ainda mais intensa. O medo de responder demonstrou que havia, sim, algo a esconder”, declarou. 




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